Eu possuo grande sensibilidade desde pequena, mas o grande despertar surgiu com o fim do meu casamento em 2010, num momento inesperado. Eu estava totalmente despreparada para tudo o que viria pela frente. Eu descobri na dor o quanto eu era dependente emocionalmente, e aí estava o maior desafio de todos.
Sem saber eu enfrentei a noite sombria da alma, sozinha e sem a minha família por perto, foram três longos anos de solidão e sentimentos de abandono. Os amigos que eu tinha eram ligados à família e não puderam ajudar ou continuar a convivência comigo.
O meu filho foi morar com o pai, porque eu não conseguia conciliar o horário do meu trabalho com os horários dele, e afundei na depressão. Eu não enxergava saída, eu me sentia condenada à infelicidade e ao fracasso. Nesse momento eu entendi a motivação e o desespero de um suicida, mas ainda não compreendia porque tudo isso estava acontecendo.
Eu sempre tive uma proteção espiritual incrível e sentia a presença de mentores e seres de luz me auxiliando e me amparando o tempo todo. Um dia, logo após eu chegar do trabalho, naquela rotina de chorar horas seguidas e dormir sem comer nada, eu chamei a morte. Eu já não suportava mais a solidão e a ausência de fé, e a dor só crescia no meu peito. Nesse momento eu senti uma energia quente e acolhedora me envolvendo (mais tarde descobri que se tratava da energia Reiki). Na sequência, eu ouvi desse mentor espiritual: “se está tudo perdido e você não tem saída, pelo menos faça a sua vida valer a pena”.
Que choque! Naquele instante algo mágico aconteceu e tocou a minha alma, e um lampejo de luz se acendeu no meu peito e eu me lembrei do meu filho, o meu único pensamento foi: se ele entender que eu não o abandonei e que eu tenho um grande amor por ele, a minha vida já valeu a pena e poderei partir em Paz.
PAZ, prestem atenção nessa palavra, eu vou falar muito sobre ela.
Em seguida veio um questionamento: o que eu posso fazer para resgatar o amor do meu filho? Eu identifiquei essa dificuldade e busquei a solução.
Resumindo, eu consegui 30 minutos por dia para estar com ele no horário do almoço. Era pouco tempo, as todos os dias bem aproveitados foram o suficiente, sem dúvida os melhores momentos da nossa vida. Eu nunca tinha sentido tanta alegria e paz ao viver intensamente cada momento. E dentro de seis meses o nosso relacionamento mãe-filho estava restaurado, fortalecido no afeto de um amor incondicional e sublime. Aquele desejo de partir já não existia em mim, eu queria viver, e eu queria viver intensamente.
Categorias
Instituto Mente Feliz